Com a entrada em funcionamento dos dois edifÃcios, instalados em Godim e na Régua, as cerca de uma dezena de escolas primárias do concelho fecham as portas.
O presidente da Câmara da Régua, Nuno Gonçalves, disse à Agência Lusa esta medida vai de encontro à reorganização escolar que o Governo está a implementar a nÃvel nacional e à carta educativa do concelho que foi aprovada “por larga maioria” na Assembleia Municipal.
Mas é também uma medida que causou descontentamento em algumas aldeias do concelho, como Poiares, cuja população promoveu um abaixo assinado com 200 assinaturas contra o encerramento da escola e transferência dos cerca de 40 alunos para a cidade do Peso da Régua.
Nuno Gonçalves disse compreender as preocupações e a angústia dos pais e encarregados de educação mas garantiu que é o melhor para os alunos.
“Vamos acabar com a discriminação dos meninos da aldeia. Todas as nossas crianças vão ter as mesmas e as melhores condições de ensino”, sublinhou.
Uma das principais preocupações levantadas pela população de Poiares foi a deslocação dos meninos por estradas “Ãngremes e sinuosas”, onde “nem cruzam dois carros”.
O autarca referiu que vão ser adquiridos 10 autocarros, para que servir todas as freguesias e para que as deslocações sejam diretas e menos morosas.
“Queremos o máximo de conforto e de segurança aos nosso meninos”, sublinhou.
Disse ainda que os jardins-de-infância nas aldeias vai permanecer aberto, sublinhando que a câmara teve essa preocupação por causa dos meninos mais pequenos
Agora garante que vai ser feito um trabalho junto dos pais e encarregados de educação para que lhes seja explicado tudo o que está a ser feito no concelho.
Os novos edifÃcios, com capacidade para acolher 400 alunos cada, vão dispor de biblioteca, refeitório, polivalente, e sala de convÃvio.
O investimento total nos centros escolares foi de seis milhões de euros.
Fonte: LUSA



