
Chegou ao fim o 43º Circuito de Vila Real, uma edição marcada pela ameaça da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), que não voltará a autorizar a organização das corridas nestes moldes.
O aviso prende-se com o facto de não existir um “paddock” técnico e áreas de direcção de prova, para que o circuito preste todas as condições aos seus intervenientes. A FPAK fala em “gravosas e indesejáveis” situações verificadas no ano passado e que não se devem repetir. O presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Manuel Martins, em resposta ao comunicado, mostrou-se tranquilo e avisa que as corridas não vão terminar. “É preciso ter calma”, referiu.
Já não é deste ano a promessa de construção das novas boxes, um “pormenor” que colocará em risco a continuação do circuito citadino. De referir que, aquando do regresso das corridas em 2007, a câmara de Vila Real realizou um investimento de mais de um milhão de euros em equipamento de pista, um valor que se justificaria uma vez que as corridas viriam para ficar.
Segundo Manuel Martins, as novas boxes, previstas para a zona da recta de Mateus e que resolveriam todo este contratempo, serão construídas “sem qualquer custo para a autarquia”. A obra será custeada por privados, através de uma permuta, uma vez que naquele local irá nascer uma urbanização.
Agora, fica a incógnita sobre o futuro do circuito, com a garantia de que a organização, equipas e pilotos que fizeram parte desta edição de 2010 não deixarão “morrer” as corridas em Vila Real.
Provas não pontuáveis trouxeram menos pilotos
Previa-se que este ano, com a não internacionalização do circuito e com menos provas pontuáveis, muitos pilotos deixassem de correr em Vila Real. Foram cerca de 80 aqueles que resistiram, menos 30 do que o ano passado, um défice que foi notório na prova da Taça de Portugal de Circuitos, que contou com apenas quatros corredores.
O piloto de Vidago, Pedro Salvador, acabou por dominar o primeiro dia das “Corridas de Vila Real”, um prólogo dedicado aos treinos cronometrados mas também às provas dos forgões da Ford e Taça de Portugal GT e SP. Contudo, o flaviense seria desclassificado nesta primeira ronda, uma vez que o seu carro, um Juno SSE, não teria o peso suficiente para competir (600 quilogramas). Pedro Salvador mostrou-se confundido, reconheceu que a sua equipa foi “induzida em erro”, e prova disso foi a excelente prestação no dia seguinte, na segunda manga desta competição, onde venceu por ampla vantagem.
No sábado, na primeira prova, Pedro Salvador seria o primeiro a cortar na meta, com Hélder Campaniço, no Audio R8, a conseguir o segundo lugar e o piloto vila-realense, Luís Pedro Martins, da Team MCoutinho/Douro In, a ficar com o último lugar do pódio. Na classificação final, foi vencedora a dupla César Campaniço/João Figueiredo, em Audi R8-LMS, Pedro António Coimbra, no Porsche 911 GT2 foi segundo e o CVO de Luís Martins, terceiro. A equipa transmontana teve um contratempo na segunda manga, o segundo piloto Tiago Ribeiro foi hospitalizado e ainda está sob observação. “Felizmente nada de grave foi detectado, a equipa espera que o piloto recupere brevemente”, referiu Luís Martins.
Na prova de meia hora das Ford Transit, uma estreia em Portugal que assinala os 45 anos do modelo, Rui Azevedo foi melhor, seguido de João Lopes e Pedro Fins. No domingo a prova repetiu-se, levando os mesmos três pilotos ao pódio.
As restantes provas de domingo tiveram vários protagonistas. Na Taça de Portugal de Circuitos (TPC/PTCC), que este ano apenas contou com quatro equipas, o grande vencedor foi José Monrroy, sendo que na Taça de Portugal de Clássicos de Circuitos (TPCC/TNCC), Luís Barros e Joaquim Jorge venceriam a primeira e segunda manga, respectivamente.
Na última prova do circuito citadino, a Taça de Portugal de Clássicos 1300 de Circuitos (TPCC 1300), Rui Azevedo arrecadou o primeiro prémio.
Consulte as classificações em: www.cavr.pt
Filipe Ribeiro
Fonte : Noticias de Vila real



